3 de Abril de 2007

Espida

Saiches um segundinho á procura de não sei que, que esqueceras no carro.
No nevoeiro em que convertera a casa de banho hesitei entre pôr algo de roupa mentres agardava a tua volta. Finalmente peguei uma toalha e sentei na cama, tão ampla, tão firme, tão prometedora! Tirei a toalha quando te sentim entrar pela porta. Ficaches uns segundos imóbil, admirado, acendendo os teus sentidos, antes de te ajoelhares entre as minhas pernas para me beijar lenemente mentres eu atacava os botões da tua camisa.

2 de Abril de 2007

Boa mão

Tens boa mão, mão de santo. Estricas os dedos e vas pescudando os ocos nas pregas da minha carne. De caminho atopas um grelinho gozoso, ajudas-lhe a se animar, agarimando-o com carinho. Sobrepassada esta etapa segue a viagem cara o centro do meu universo, uma furna efervescente no que entra primeiro un dedo, logo outro. Um terceiro vai além e atopa outro furadinho estremecente que penetra com segurança. Dedinhos rebuldeiros esses que se mexem com picardia até que rompem as minhas fontes primaverais onde has regar o teu nabo.

29 de Março de 2007

Canções de foda


Chegou um convite do blogomilho para identificar as 5 canções mais ajeitadas para fazer o amor. Em postagens anteriores houve já 6 ligações. Mas não há problema em sugerir mais uma.
Tudo um clássico para todos vocês:

28 de Março de 2007

Acção sindical

Daquel inverno na capital lembro especialmente o frio. E a ti, claro. Saiamos os sabados, adoitavamos visitar uma taberna irlandesa onde pedias uma Guiness e eu uma Kilkennys. Depois iamos dançar, onde for, o que for. Normalmente rematavamos na tua casa, nos arrabaldos.
A greve de transportes surpreendeunos sem plano alternativo. Optamos por ficar numa pensão num bairro malfamado. Seguro que o empregado imaginou que eu era uma prostituta. Dei-me o prazer de ser ruidosa, o quarto era ruin pero a cama grande, fizemos de tudo nas escassas horas que precederam o nascer do dia.

25 de Março de 2007

Miauuuuu

Gosto de gatinhar diante de ti. Sei que te excita tanto ou mais que a mim. Lambes os teus beiços e eu estou a piques de ronronar. Como uma gata às janeiras mexo o meu pandeiro nos teus fuzinhos, não o resistes e palmeas-me as cachas. Dou outra volta, a catro patas, o meu riso contagia-se da boca aos olhos, dos meus aos teus, o lume que brilha neles está a se propagar polas nossas veas. Com a puntinha da língua acarinho-te a boca, baixo e com o nariz fago-che cóxegas no mamilo. Estou tomando muito a sério o meu rol felino, quero o teu leite espumoso e morno. Já virei outra vez, ficas nas minhas costas. Reténs-me pelas cadeiras e afundas a túa espada na minha bainha. Procuras acomodo, vas e vens abrindo o teu espaço na carne mol que te agarda. Arqueo o lombo, contraio a vagina, jogo a me resistir, mas ti aceleras, forças, vences e, picado no desafio, inclinas-te sobre min para me trabar no ombro. Rendo-me.